1 de novembro de 2009

Bastardo!

Bah gente, nem falei dos Bastardos Inglórios, que vergonha, isso que vi duas vezes. É o melhor filme do Tarantino depois de Cães de Aluguel, me refiro no âmbito estético da coisa, é muito bem construído. A música no início e toda a trilha é sensacional, aliás esqueci de criticar isso no Besouro, a trilha do Besouro é péssima, realmente, podiam ter se puxado mais. Mas os Bastardos são ótimos em tudo.

Aliás sempre que o filme é ótimo eu costumo não falar muito, então me despeço aqui. E Brad Pitt falando italiano certamente estará em todos os livros de top cenas marcantes, engraçadas, do cinema. Top 10 eu diria.

31 de outubro de 2009

Matadores de Besouros?

Num dia de calor infernal nada melhor do que ir pro cinema onde o ar condicionado nos condiciona à condição de mero espectador de uma determinada projeção. Os filmes da vez eram "Besouro" e "Matadores de Vampiras Lésbicas".

Bom, na verdade o que me motivou particularmente hoje a ir ver "Besouro" foi a crítica feita pela Veja, que aliás recomendo que não Vejam pois mete o pau no filme injustamente. O filme é brasileiro, ok. O filme é brasileiro, ok. É um filme regular enquanto filme, ok. E é brasileiro, ok. Relevando esses meros detalhes e indo no dia promocional do cinema de sua preferência, você vai se sentir lucrando.
O filme de Tikhomirrof é visualmente excelente, não é a toa que teve o apoio de uma das maiores finalizadoras do país. Imagem muito bonita mesmo. A montagem que foi algo bem criticado pela tendenciosa revista na minha opinião é ótima pois não entrega a história em nenhum momento e até consegue fazer um joguete de nos enganar indo pro passado, futuro, presente em uma mesma cena com poucos cortes, há um certo esforço para que se entenda a história. A direção de atores me parece ter sido boa, pois sabe-se que muitos eram não atores e com exceção da namoradinha do Besouro achei os demais atores bem naturais, uns mais regulares que os outros, mas alguns bem expressivos. E o roteiro é regular ora bolas, esperavam o que? Cidadão Kane 2? E as lutas foram muito bem filmadas e estão caindo bem para o filme. A Veja diz "ah, mas as lutas não tem um drama ou uma história ou uma narrativa dentro de si que contribuia para o filme que nem nos orientais", hey, eu digo, não estamos vendo um filme oriental folks. A luta está colocada nos momentos em que os personagens realmente lutariam, ponto.
Quanto ao inglês "Matadores de Vampiras Lésbicas", bom, excelente surpresa, eu esperava uma bomba, mas até que o filme se sai bem enquanto comédia trash. Eles exageram no trash e a coisa não fica exagerada, impressionante. Apelam pruns Deus Ex-Machina no início, mas sei lá, tinha até esquecido disso. Há piadas muito engraçadas, personagens bem engraçados e bla bla bla. E ainda deram um gancho para uma possível continuação: "Matadores de Lobisomens Gays" ? Bom, estou no aguardo desde já.

Ok fans, grande abraço a todos vocês que pelo mundo nos acompanham e como diria Hitler "NAI NAI NAI NAI NAI NAI NAI!"

23 de outubro de 2009

Filmes and rage.

Acabei esquecendo de falar do "Gattaca" de sei lá quem e do "Blue" do Derek Jarman. Um foi bem clássico e interessante enquanto o outro experimental, ousado e rebelde demais mesmo pra mim.

Mas nem tenho mais paciência pra falar de filmes, apenas fica o registro.

22 de outubro de 2009

VIBROBOY!


Mamãe, quero ser hype. Tipo, melhor filme francês da história, completamente transgressor, anarquista, marginal, alegórico, e com sentido.

Tudo isso acontece quando uma estátua asteca trazida pra França por um travesti e um acrobata. Ela libera El Vibro que dá origem ao Vibroboy, um superherói com uma furadeira fálica.

CHOREM!

O filme é de 1993 do Jan Kounen. Cenas antológicas que me farão rir eternamente pra sempre. Quer saber mais? Fala com o Vibroboy no MSN ou dá um Google.

"Ainda vai dizer que não sabe o que é isso?!"

Parlez-moi d'amour...

Cinesquemanovo excelente. Pena que não pude ir ver muitos filmes do festival, mas vou comentar um sessão deveras especial de hoje.

Sem enrolation, conteúdo.
"Haze", do Shinya Tsukamoto, é a "história" de um japa que acorda preso num cubículo e sem memória e a partir daí tem de sofrer muita tortura pra conseguir sair dali. É uma mistura de "O Cubo" com "Jogos Mortais". O filme atinge o objetivo de passar uma agonia, mas não gostei mesmo assim, sei lá vai ver não era o dia de ver um filme de horror. Tá, talvez ainda desse pra forçar uma leitura de que a opressão da sociedade nipônica é traduzível no fato do personagem estar ali recluso e não ter exatamente uma alternativa. Ah sei lá. Fodam-se os japoneses.
E os coreanos? Bom, o filme passado foi realmente bom. "Influenza", do Bong Joon-Ho é sincero e uníssono. Vemos a história de um homem que se perde no mundo do crime através de câmeras de segurança. Foi interessante que o cara conseguiu dar uma unidade pra história e enfim estruturou bem o filme. O ritmo cresce no tempo certo, e as cenas finais são hilariantes. Prepararam bem o clima pro próximo filme.

Que aliás merece um post exclusivo.